Médico em Rede

equilibrio2

Artigo do Dr. Daniel Bruns

Com o advento das redes sociais e dos relacionamentos online, impõe-se a questão: onde se posicionam os profissionais da saúde, médicos, no contato com seus pacientes além da consulta médica?

O e-mail deixou de ser o principal canal, em virtude da ausência de registro sistematizado deste contato. As redes sociais são uma realidade, com os médicos utilizando-as com postagem de conteúdo, dentro dos parâmetros traçados pelo CRM – Conselho Federal de Medicina.

Mas um passo além começa a despontar no horizonte. Temos tido ótimos resultados em sites com uma área exclusiva do paciente – que pode ser acessada com login e senha –, onde ele tem disponíveis diversas funcionalidades que vão oferecer uma experiência única em algumas áreas – no meu caso, a obstetrícia.

Na obstetrícia, como é de domínio comum, a paciente não vive uma consulta; vive um período, recheado de emoções, descobertas, aventuras pelo próprio corpo e pela chegada – ou busca – de um novo ser.

Nesta área do paciente privativa e sigilosa, a futura mamãe pode inserir seus exames com visualização e comentário do médico; fazer um diário das consultas; colocar tudo que ocorreu no atendimento presencial, com a liberdade do médico de interferir e fazer comentários; ou mesmo montar uma galeria de imagens, conforme o andamento da gestação e/ou atendimento. Para o médico, informações sistematizadas com o perfil deste atendimento. Ou seja, infinitas possibilidades iniciais e outras futuras, de acordo com as necessidades.

Minhas reflexões são no sentido do salto de excelência em relação ao relacionamento médico-paciente. Não basta hoje um atendimento competente durante a consulta. O médico, mais do que nunca, é um ser 24 horas, integral não só no telefone celular, mas em todos os lugares, com uma presença constante não apenas para receitar profilaxias, mas também viver os momentos de seu paciente, gerando conteúdos úteis, que serão os diferenciais na escolha do profissional.

Ser capacitado como médico, com estudo e conhecimento técnico, continua sim muito necessário. Essencial. Todavia, deve-se olhar o paciente além das salas de atendimento, de fichas de exames, compreendendo que após os períodos presenciais, o paciente ainda tem necessidade de interação e interconectividade. O mesmo paciente quer o seu médico bem próximo do ambiente que vive no cotidiano, um ambiente digital, mas real na medida em que seu estado é compartilhado com amigos e familiares.

Um médico em rede, com certeza, é a resposta para este futuro iminente.

Dr. Daniel Bruns

Compartilhe:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *